As Marias

Elisabete e Paula, alfabética e cronologicamente. Conheceram-se em 2007, na Universidade do Minho (nos bares contíguos, vá). Entenderam-se pelo humor, mas foi a paixão comum pelos livros que fomentou a amizade. Um dia vão escrever um, contando todas as aventuras que viveram juntas. Mas, para já, vão partilhar com o mundo as histórias das suas estantes. Como portuguesas orgulhosas, tratam-se por Maria uma à outra (entre outros nomes que não vale a pena elencar no espaço público).

Maria Elisabete

Emigrante assumida em terras helvéticas, conhecida por Bombom em terras lusas, sofre de uma grande dependência literária. Nunca consegue abandonar uma boa história, mesmo numa livraria. Considera que uma boa história deve ser acarinhada e amada, isto é, adotada.
Não pensem que este vício lhe foi incutido, ou que lhe foi imposto. Simplesmente aconteceu. Leu Viagens na minha terra de Almeida Garret e pensou que tinha viajado numa boa companhia. Depois chegou o momento de ler As aventuras de Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, aquele livro esquecido na decoração na casa da irmã, que de tantas vezes o limpou que decidiu abri-lo. E foi uma experiência maravilhosa. Perdeu-se no mundo do Holmes e ficou apreensiva com o seu desaparecimento. Sofreu com o Watson quando crimes aconteciam e ele se sentia impotente para os resolver. E ficou extasiada com a reviravolta final. Depois destas aventuras, nunca mais largou os livros, nem os mundos escondidos entre tantas páginas inspiradoras.
Sonhadora e uma boa idiota, consegue criar na sua imaginação verdadeiros filmes oriundos das suas leituras. Um dia vai reler todos os livros que estão nas prateleiras da sua casa, e espera que o sentimento seja o mesmo de um regresso a casa depois de uma longa ausência.
Adora falar e ter discussões disparatadas, se bem que, por vezes tem discussões sobre temas sérios em bem actuais da nossa sociedade. Sente falta da terra natal e dos seus amigos que por lá ficaram. O medo de esquecer a língua de Camões impulsiona-a a ler em português.
Não se admirem com os textos dela, da mesma forma que adora falar também adorará escrever!

Maria Paula

Mulher do Norte, Lobo com orgulho. Uma Stark, portanto. O seu grande ídolo de infância foi Hermione Granger, com quem partilhou a sala comum. A influência do leão dos Gryffindor foi tal, que partilha a vida real com o sócio nº 119079-0 do Sporting CP.
Na sua estante há livros para todos os gostos, desde BD (influência do pai) aos livros técnicos, com muito romance (influência da mãe) e fantasia à mistura. Faz parte da imensurável legião de fãs de J.K.Rowling, mas foram as história de Walt Disney que lhe incutiram o bichinho da leitura. Disney e os pais, que desde sempre lhe compraram livros e lhe liam histórias antes de dormir, antes e depois de ela mesma ter aprendido a ler.
O avô costumava ler-lhe o jornal, e esse hábito levou-a, anos mais tarde, a estudar Comunicação no Ensino Superior. Fã de desporto, é adepta do clube da sua “santa terrinha”, o Riba d’Ave Hóquei Clube – hóquei em patins, o melhor desporto do mundo – e, já em Braga (onde viveu uma década inteira), aprendeu a vibrar com o ABC na catedral do andebol. Não vai muito à bola, a não ser que seja jogada dentro de um pavilhão, em 5x4, 4x3 e todas as outras variações de um jogo de futsal. Pratica natação com (alguma) regularidade e tem a certeza que noutra vida viveu no mar. Por agora vive em Viseu.
Já editou um livro, o “Pé Descalço: da Suécia a Portugal sem um tostão!”, e quando está triste tenta lembrar-se que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa elogiou o seu trabalho no Prefácio. É activista de Direitos Humanos na Amnistia Internacional e todos os meses doa dinheiro à UNICEF.
Vai tentar não escrever textos muito longos, mas não promete. É uma entusiasta, e poucas coisas lhe dão tanto prazer como a leitura e a escrita.