Opinião

Viciadas em Sapatos, Beth Harbison

Adorei este livro. Ou melhor, adorei o final deste livro. Talvez porque estou numa situação em que o objetivo é um desfecho igual ao deste romance, mas já lá vamos.

Eu comprei este livro perto do Natal do ano passado. Estava a precisar de um romance leve e divertido, e fui em busca disso mesmo. Há uns anos descobri a coleção “champanhe e morangos” da Editorial Presença, e até hoje apenas um livro não correspondeu às expectativas [“Irmãs inseparáveis”, de Tina Grube. Em breve escrevo sobre isso, pesa embora não me possa queixar muito que ganhei esse livro num passatempo da Presença – o único passatempo de livros em que alguma vez ganhei alguma coisa. Obrigada por isso, Editorial Presença!]. Para terem ideia, é nesta coleção que a editora publica títulos como “P.S. – Eu Amo-te” e “O Diabo Veste Prada”, por isso fui percorrer a lista online de títulos e ler algumas sinopses para encontrar a leitura seguinte. Escolhi dois, este “Viciadas em Sapatos” e o “Casamento de Conveniência”. Acabei por comprar este, mas tenho amigos simpáticos que me ofereceram o outro, sobre o qual podem ler aqui.
Eu não sou uma viciada em sapatos, nem coisa que o valha (sou viciada em sapatilhas, mas não é bem a mesma coisa :P ), por isso, com o aproximar do Natal e querendo complementar a prenda da minha mãe (ela sim, uma verdadeira “sapatólica” – este termo vem no livro) com um livro que ela não estivesse à espera (porque ela está sempre à espera de livros, e dos mesmos autores, que são as apostas seguras, mas eu quis arriscar). O livro acabou por ficar comigo por isso, mãe, podes parar a leitura por aqui (a minha mãe é a leitora nº1 deste blog, merece esta consideração).

A história começa quando uma mulher, Lorna, dá por si completamente endividada e com um problema sério: a necessidade de comprar sapatos. Fazendo jus ao adágio popular “a necessidade aguça o engenho”, decide criar um grupo de apoio para pessoas que, como ela, vivem para comprar sapatos. É nesse grupo que se juntam mais 3 mulheres, Helene, Sandra e Joss, todas elas com uma história de vida muito diferente, mas que se vão unindo e fortalecendo uma amizade. Creio que foi o que menos gostei do livro. Eu estava à espera de mais momentos do grupo em si, que na realidade só acontecem nos capítulos finais. Os capítulos vão desenvolvendo as narrativas de cada personagem, sendo que por vezes dentro do mesmo capítulo há duas linhas da história sem ligação aparente. Pese embora haja linhas que se interliguem, e cheguem mesmo a cruzar-se, mais adiante, nem sempre fez sentido a divisão de capítulos do livro. Além disso, como já referi, vamos percebendo que a amizade do grupo vai sendo criada, mas de forma indirecta, porque na realidade as referências às reuniões das viciadas em sapatos passam pouco disso, referências. Não há – e eu gostaria que tivesse havido, acho que faria sentido e teria sido enriquecedor para a história – muitos momentos partilhados entre as 4 na maioria do livro, o que até torna a mudança desse paradigma, mais para o final, um pouco abrupta (não é bem este o termo, mas não me ocorre um melhor). Contudo, há que ressalvar que as personagens estão bem montadas, e o enredo está bem conseguido. E o final é espetacular!

Se tivéssemos por hábito, aqui n’A Estante, dar uma pontuação de, digamos, 0 a 5, eu daria um 4 a este livro. É divertido e com bom ritmo, e, uma vez mais, tem um final incrível. Talvez eu esteja a exacerbar esta parte por me tocar especialmente, tendo em conta a fase da vida em que estou, mas acho que qualquer pessoa, especialmente se for mulher, vai gostar deste final. Leiam e depois digam-me o que acharam!

1 Comentário

  • Inês Lobo
    2018-06-13 Responder

    Ai muitp obrigada pela referência .....sou mesmo sapatólica

    Maria Paula
    2018-06-13

    Eu estimo-te bem ahahah

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