Opinião

A Grande Travessia, R. GOSCINNY E A.UDERZO, Col. ASTÉRIX

Estamos de volta à saga Astérix, mas, ao contrário do que foi prometido aqui, não vamos falar do segundo livro da coleção. Falamos antes de "A Grande Travessia", livro que há dias trouxe da biblioteca para ler em casa (há alguns que é permitido requisitar).

Nesta aventura os Romanos não são os adversários da dupla Astérix e Obélix. Desta feita os dois gauleses fazem-se ao mar para resolver a crise da falta de peixe fresco na aldeia. Navegar em alto mar revela-se uma atividade mais exigente que o previsto, e a dupla acaba por procurar voltar a terra. Depois de uma pequena incursão por um acampamento indígena, Astérix e Obélix aproveitam a boleia de uma embarcação viking para continuar na demanda do peixe fresco. Ou assim pensavam. Afinal, o propósito dos nórdicos não é assim tão amigável, e os dois heróis vão acabar por ter de fugir, libertando um pescador gaulês que estava refém como eles. Tudo acaba bem, com o tradicional banquete na aldeia. Com javali, e não peixe, claro está. 

Ao contrário de todos os outros livros que já li das aventuras de Astérix, não achei que este estivesse bem conseguido. Nem sequer foi divertido de ler. As ilustrações, como sempre, estavam bem conseguidas, mas a história em si não teve grande sentido. Foi um atropelo de peripécias que, bem exploradas, provavelmente dariam para uma aventura em si. O mix de indígenas e nórdicos na mesma história não resultou bem, a meu ver. Aliás, começamos a perceber isso logo na primeira página, que é uma espécie de prólogo em que aparecem os nórdicos, e que é difícil de compreender. Está certo que não são exclusivamente direcionados a crianças, mas há crianças a ler estas aventuras, e, no caso deste livro, é muito complicado acompanhar a narrativa. 

Defenitivamente não é um livro que aconselho a crianças, e, a não ser que seja mesmo fã (como eu), talvez não valha a pena ler este título da coleção.

 

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