Opinião

Odeio-te e Amo-te, Sally Thorne

Adoro os livros que me fazem dar uma gargalhada de uma forma espontânea e incontrolável, este é um deles. Quando comecei a ler não senti logo uma afinidade com os personagens, mas é verdade que rapidamente mudei de opinião!

Lucy é uma jovem mulher cheia de vida e que dá sempre o seu melhor no trabalho. Contudo existe Joshua, o seu arqui-inimigo que lhe deixa os nervos à flor da pele, além de trabalharem no mesmo espaço físico são extremamente competitivos, e não de uma forma saudável. A forma como se conhecem dita todo o caminho que vão percorrer ao longo da história.

Uma fusão de duas empresas é imposta a todos os trabalhadores. Para além de os patrões se detestarem de morte, forçam os seus braços direitos a trabalharem um contra o outro. Lucy, pequena, dada a dramatismos e frágil, sente-se ameaçada pela forma gélida do seu adversário. Mas as coisas complicam-se quando abre um novo lugar na direcção! Ambos querem esta promoção, mas as inseguranças de Lucy vão levá-la a fazer muitas coisas “descabidas”. Joshua, pelo seu lado, tem de enfrentar conflitos familiares que lhe causam um grande stress. Descarregando em Lucy as suas frustrações, e deixando clara a existência de uma certa tensão sexual entre eles. Mas Lucy não querendo assumir o que sente por este seu adversário que tanto a perturba, vai utilizar todas as desculpas possíveis e imaginárias para contrariar os seus sentimentos.

Durante a leitura deste livro, houve momentos em que tive vontade de abanar a Lucy por causa da parvalheira que passava naquela cabeça. Também Joshua merecia um bom pontapé naquele rabo! Sinceramente, este é o tipo de livro que nos faz bem à alma. Uma leitura fácil e ligeira, com muita gargalhada à mistura. Quando li estava sempre à espera da próxima batalha entre os dois personagens, ou seja, nunca conseguia pousar o livro por muito tempo. Tive de explicar várias vezes a várias pessoas que me ouviam rir “sozinha” (quando nos envolvemos numa história nunca estamos sozinhos) o porquê de tanta gargalhada.

Se vos apetece descontrair e espairecer, a receita é esta história! No final vão-se lembrar de certas situações que eles viveram e dizer: é parvo mas tem muita graça!

1 Comentário

  • Inês Lobo
    2018-03-08 Responder

    Ainda nao li...mas fiquei curiosa

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